
No começo do campeonato, quando os analistas, vulgos “sábios” do futebol, falavam do favoritismo dos clubes, era praticamente unânime a ausência do Atlético-MG na lista. Motivos não faltavam: vinham de mais um estadual perdido de forma vexatória contra o maior rival, o Cruzeiro, contratara para o Brasileirão um técnico que se for perguntar a torcedores dos 20 times do Brasileirão se gostariam de contar com ele pra treinar seu time, a resposta seria quase sempre a mesma, um não, e também contava com um elenco limitado, repetindo a receita de outros anos, quando mesclou juventude e experiência, mas com pouca qualidade.
O início foi promissor, mas logo vieram duas saídas significativas no elenco que já não apresentava muitas alternativas, o volante Rafael Miranda e o zagueiro Leandro Almeida, que saíram para o Atlético-PR e o Dinamo de Kiev da Ucrânia. Chegava a hora de Celso Roth mostrar seu valor, armando sua equipe dentro de suas limitações, mas ao mesmo tempo, um time competitivo e difícil de ser batido. Contratou logo o goleiro Aranha, ex-Ponte Preta, para resolver a carência que existia no gol, apesar de ter no elenco o experiente Juninho e o promissor Bruno. Armou uma linha na zaga muito forte, com o volante Carlos Alberto, sendo deslocado para a lateral direita, aproveitando o seu vigor físico, apesar da pouca qualidade ofensiva. Contou com a boa fase de Alex Bruno, que não havia tido uma sequencia nos últimos clubes de sua carreira e a ascensão do jovem Welton Felipe. Na lateral esquerda, enfim, Thiago Feltri havia conquistado sua posição. Na meia-cancha, Jonílson fazia a faxina do setor, que era auxiliado pelo polivalente Márcio Araújo e o irregular Renan. A articulação, foi desempenhada por uma novo jogador da área, o experiente Júnior, que antes fazia as vezes de lateral e de ala esquerdo, mas que nunca havia jogado nessa posição.
As rodadas foram passando e o time não fez apresentações como as do começo do campeonato, resultando numa queda de rendimento e na classificação. Criou-se a necessidade da contratação de jogadores, principalmente no meio-campo onde faltava qualidade na posse de bola e na saída de jogo. Vieram então os experientes Corrêa e Ricardinho. Ambas as contratações, logo de início, causaram uma desconfiança na massa atleticana, mas logo conquistaram seu lugar dando mais qualidade no meio-campo. O ataque é o ponto alto do time com Diego Tardelli e Éder Luiz. Teoricamente, seria um ataque sem força física, pois se trata de dois jogadores rápidos mas sem o vigor que tem um Adriano ou um Washington, mas Roth preferiu ao certo, pela movimentação que os dois tem, resultando num ataque fulminante.
Esse é o Atlético Mineiro, um time onde ninguém dava nada no começo do campeonato, mas que agora é fortíssimo candidato ao titulo brasileiro.